
a história
O bairro Cristo Redentor é um dos mais importantes da capital gaúcha, com uma história marcada pelo desenvolvimento econômico, industrial, educacional e pela presença de instituições de saúde e lazer. Diversas famílias de imigrantes — especialmente italianos, alemães, húngaros, espanhóis e portugueses — contribuíram para a formação e o crescimento desta região de Porto Alegre.Entre os marcos mais significativos do bairro está o Ginásio José César de Mesquita, criado pelo idealismo dos trabalhadores do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre. A iniciativa surgiu em 1961, quando o sindicato, então com 30 anos de existência, decidiu fundar uma escola técnica destinada aos filhos de seus associados. O objetivo era oferecer ensino gratuito e, ao mesmo tempo, formação profissional que garantisse melhores condições de trabalho ao término do curso ginasial.Em 15 de fevereiro de 1963, foram concluídos dois pavilhões de madeira e 105 alunos iniciaram as aulas. O primeiro nome da instituição foi Ginásio Misto Industrial José César de Mesquita. Desde o início, o projeto previa uma estrutura mais ampla do que os dois prédios provisórios. O grande sonho dos metalúrgicos se concretizou em 1967, com a inauguração do prédio definitivo em alvenaria, composto por quatro pavimentos, dezenas de salas de aula e um pavilhão industrial. O mentor dessa realização foi o vereador, metalúrgico e visionário José César de Mesquita, presidente do sindicato na época. A segunda turma do Ginásio Mesquita, formada em 1967, completa 59 anos de formatura em 2026.
o livro
Por intermédio das redes sociais, os ex-alunos conseguiram restabelecer contato e promover reencontros marcados por emoção, amizade e lembranças de um tempo em que jovens de origem simples buscavam, por meio da educação, um futuro melhor. Além da história da escola, este livro também recorda fatos marcantes do bairro Cristo Redentor: seu comércio, as fábricas e indústrias, os hospitais, as escolas, os cinemas, as ruas e as transformações ocorridas ao longo das últimas décadas. São poucos os bairros de Porto Alegre que contam com registros em livro, embora a cidade tenha 94 bairros oficiais. No caso do Cristo Redentor, já existia a obra 24 Horas na Esquina do Pecado, de Arlete Teixeira. Agora, apresentamos um segundo livro dedicado à memória do bairro, resgatando o período vivido pelos alunos da Escola Mesquita na segunda metade do século passado. Trata-se de um conjunto de fragmentos, como se fosse um quebra-cabeça, de histórias reais, contadas por quem viveu essa época.


